Depoimentos

O aprendizado musical na formação do caráter

O meu interesse pelo Método Suzuki surgiu quando buscava um curso em que a criança já pudesse aprender o instrumento de sua preferência, pois na maioria das escolas em que procurei, ofereciam apenas um curso de musicalização. Meu objetivo não era esse, pois minha filha já tinha esse tipo de aula na escola regular.

Pesquisando na internet obtive informações sobre o Método Suzuki e tive a certeza de que era isso o que eu queria para a Thalita. Fiquei muito feliz em saber que em Campinas havia uma escola Suzuki e, melhor ainda, dirigida pela renomada professora Shinobu Saito!

Depois do primeiro contato fomos convidados a assistir às aulas em grupo que acontecem aos sábados e, logo, fizemos a matrícula. Na época ela tinha 5 anos. De lá para cá, já se passaram 2 anos e pudemos ver, gradativamente, a transformação da minha filha, que era uma criança tímida e insegura. O aprendizado do violino está tornando-a mais sociável, segura, persistente e focada. Sem contar a alegria que ela sente ao tocar junto com os amigos aos sábados e na orquestra.

Certamente, o contato com a música está contribuindo muito positivamente para a formação do caráter da Thalita. Estamos muito satisfeitos com a nossa decisão e, mesmo que ela não escolha a música como carreira profissional, sempre terá o seu violino como companheiro para todos os momentos.

Tânia Kanashiro, aluna de flauta doce e mãe da Thalita (violino)

 

Feliz em fazer parte da família Suzuki

Conheci o Método Suzuki na Praça do Coco, em Campinas, quando o dono do estabelecimento mostrava as fotos dos eventos que eram realizados no local. Fiquei fascinada ao ver as crianças tocando violino, até porque o meu filho estava estudando o instrumento, mas faltava interação com outras crianças. Assim que entrei em contato com a secretária da escola, Etsuyo Saito, fomos convidados a assistir a uma aula em grupo. Depois que participamos daquele evento, percebi que o método trazia muito mais benefícios do que o aprendizado musical em si. Havia ali uma forte interação entre as crianças e muito amor e dedicação em tudo o que a professora Shinobu Saito apresentava na aula.

O estudo da música estimula a concentração nos estudos, a disciplina e, em nosso caso em
particular, contribuiu para que meu filho lidasse com sentimentos como a perda e a saudade do pai falecido. Hoje estou muito feliz de fazer parte desta grande família Suzuki, ver os benefícios que trouxe ao meu filho e a sua alegria em estar sempre presente nas aulas junto de pessoas tão queridas e iluminadas.

Debora Nadin, mãe do José Pedro (violino)

 

Uma família que aprende música unida

Aos 6 anos, um dos meus filhos assistiu a uma apresentação de violino do Centro Suzuki de Campinas e chegou em casa maravilhado dizendo: “Quero aprender violino”. Inicialmente a ideia não foi muito bem aceita pelo pai, mas como houve insistência por parte de nosso filho, concordamos. Depois de 8 meses de aulas, já aprendemos muitas coisas com o método Suzuki, que vão muito além de tocar o instrumento tais como: a importância de saber ouvir; a necessidade do esforço constante; e que, pouco a pouco, com aqueles 15 minutos de treinos diários, é que construímos o resultado que vemos hoje. Podemos ver que todos se divertem muito aprendendo. Hoje eu e meus 3 filhos estudamos no Centro Suzuki de Campinas”.

Isabela Cheng, aluna de flauta doce, mãe do Davi (piano), Isaque (violino) e Daniel (violoncelo).

 

O importante papel dos pais no aprendizado musical

Sou mãe de uma menina de 8 anos que estuda pelo Método Suzuki. Apesar deste método ser japonês e minha ascendência também ser japonesa, entrei em contato com a metodologia pela primeira vez por meio da família do meu marido de ascendência franco-italiana.

Quando comecei a namorar o Claudio os 3 irmãos dele tocavam violino e por inúmeras vezes escutei seus treinos, ensaios e fazia parte da rotina de nosso namoro participar das apresentações dos irmãos.

O Natal na família Romanelli era sempre alegrado pelo concerto dos meus cunhados. E aos
poucos eu fui sendo apresentada ao Método Suzuki, mas o mergulho mesmo no Método só se deu após a iniciação da Noemi no violino aos 6 anos de idade. Através da leitura do livro Educação é Amor escrito pelo professor Suzuki e pelas conversas com os professores do Centro Suzuki eu entrei em contato com idéia de que toda criança pode aprender qualquer coisa que queira de forma tão natural como aprende a língua materna e o aprendizado da música independe do pré-conceito de nascer ou não com o talento. Tudo é uma questão de prática, perseverança e bons estímulos. Mas para se conseguir isso é muito importante que os pais se envolvam e acompanhem seus filhos de perto nessa jornada. A chave desse método está no fato de que pai e filho precisam trilhar o caminho juntos, principalmente no início, a música precisa a fazer parte da vida da família e ser mais um elo de forte ligação e companheirismo. Dentro de um ambiente propício, com a orientação dos professores a criança naturalmente aprende a se organizar, a persistir, a superar as frustrações vivenciando a alegria da conquista da satisfação de atingir um objetivo através do esforço contínuo.

Durante esse curto período de tempo, que estou trilhando no Método Suzuki, posso dizer que somado aos benefícios que a música traz, comprovados em pesquisas acadêmicas – como uma linguagem capaz de mexer com as emoções, melhorar o raciocínio lógico-matemático e estimular o aprendizado de novos idiomas –, participar do Centro Suzuki de Campinas envolve aprender a se descobrir, a ter disciplina, organização, compartilhar, trabalhar em grupo, escutar o outro, procurar sempre melhorar e fazer as coisas sempre bem feitas. Não apenas por meio da música em si, mas também em virtude da filosofia deste Método. Enfim, tenho muito a agradecer ao Centro Suzuki de Campinas por fazer parte de nossas vidas.

Erica Romanelli, mãe da Noemi (violino)

 

Limitações tornam-se desafios!

Meu filho, Lucas, iniciou seus estudos de violino aos 6 anos de idade com a professora Shinobu Saito durante um projeto social realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Com o encerramento do projeto o Lucas começou a frequentar o Centro Suzuki de Campinas. Hoje ele tem 14 anos, nunca abandonou seu amado violino e participa da Orquestra de Câmara, das aulas em grupo, dos recitais de final de semestre, do Retiro de Primavera, das apresentações propostas, enfim, ama estar no meio dos musicistas e amigos.

No Centro Suzuki ele aprendeu a lidar com as suas limitações e superá-las, dia a dia, então, elas deixaram de ser limitações para se tornarem desafios. É um adolescente feliz que cresceu dentro da filosofia Suzuki e acredito que leva seus conceitos para todas as áreas de sua vida, pois é um garoto disciplinado e comprometido com tudo o que realiza. O amor e o carinho que todos do Centro Suzuki – professores, amigos e pais – dedicam ao Lucas faz de suas segundas-feiras o dia mais esperado da semana!

Eliane Valente, mãe do Lucas (violino).

 

A diferença do Método Suzuki para outros métodos de ensino

Chegamos ao Centro Suzuki por indicação, mas, infelizmente, tentamos outras escolas de música antes. Acredito que, justamente por isso, podemos falar com propriedade que o Centro Suzuki é muito bom.

A Amanda queria aprender violino desde os 6 anos de idade. Como não sabíamos que era possível aprender a tocar, de fato, nessa idade, esperamos cerca de dois anos e meio para procurar uma escola. Naquela época já tínhamos a indicação do Centro Suzuki de Campinas, porém, por comodidade e por acreditar que “não faria tanta diferença assim”, optamos por colocá-la em outra escola. Podemos dizer, com convicção, que foi uma péssima experiência. Aos poucos, a Amanda foi perdendo a vontade de tocar o instrumento e passou a se revoltar contra ele, pois não conseguia reproduzir em casa o mesmo que fazia nas aulas. Além disso, ela não “evoluía”. Não aprendia nenhuma música direito, sempre passava para a próxima antes de finalizar a anterior, com a justificativa (de acordo com a escola) de não ficar desmotivada”. Mas, na realidade foi exatamente isso o que aconteceu. Passado um ano e meio, vendo os resultados negativos provocados em nossa filha, resolvemos mudá-la de escola antes que a revolta fosse maior do que a vontade de aprender a tocar.

No Centro Suzuki de Campinas, com a professora Shinobu Saito, ela teve que reaprender tudo: postura, forma de segurar o arco, posição da mão, refez todas as músicas e, principalmente, readquiriu a vontade de aprender e a alegria de tocar.

O Método Suzuki exige que a família se envolva com o ensino da música, o que é muito bom, pois faz toda a diferença. Como acompanhávamos as aulas dela, sabíamos orientar o estudo quando ela treinava em casa. Consequentemente, quando o som não saia como deveria, era possível ajudá-la a compreender o que estava acontecendo e a tentar corrigir. Em um ano no Centro Suzuki, a Amanda evoluiu mais do que em um ano e meio na outra escola, mesmo tendo que reaprender tudo. Entretanto, o que mais me alegra é ver o sorriso de volta no rosto da minha filha quando toca, e saber que ela fez/tem bons amigos aqui. O Centro Suzuki é mais do que uma escola de música, é uma segunda família; é a família Suzuki.

Alessandra Girotto, mãe da Amanda (violino)

 

A música como escolha profissional

A minha experiência de mãe com o Método Suzuki se resume nas palavras do professor Shinichi Suzuki: “Toda criança é capaz”.

Ao me lembrar da trajetória profissional do meu filho Rômulo Beltrão Sprung fico emocionada e sinto orgulho da pessoa e do profissional que ele se tornou. Eu mesma transformei minha maneira de ser e agir, pois, para mim, o Método Suzuki é uma filosofia de vida e de formação de cidadãos, antes de ser formador de músicos profissionais. A opção pela música é individual, nunca obrigatória. Assim como o professor Suzuki, também “creio ser esta uma forma de divulgarmos a paz entre as nações. Trocamos as armas das mãos das crianças, por instrumentos musicais”.

Não tenho formação musical, mas a minha intenção sempre foi que meu filho estudasse música por acreditar que ela traz paz interior, harmonia, concentração, disciplina, respeito, diversão, além de outros benefícios para nossa vida física e emocional.

Em 1998 aos 9 anos de idade, após ouvir um colega da escola tocando violino, meu filho decidiu que queria aprender. Economizou a mesada e comprou um violino faltando as cordas, alma do instrumento, e com o arco empenado. Enfim, gastamos o dobro com o luthier.

Um amigo pianista indicou-nos a professora Shinobu Saito. No contato com ela fomos convidados a assistir a uma aula em grupo e depois ela expôs qual o meu papel como mãe observadora durante os estudos de violino, para ajudá-lo no seu desenvolvimento.

Como era final de ano, ele teve que esperar ansioso as férias terminarem. Finalmente o grande dia! Já na primeira aula, em março, pediu à professora para ensiná-lo a tocar “Parabéns para você” até o final de abril para o aniversário do irmão. Então veio o primeiro desafio musical: 15 dias antes a professora Shinobu deu-lhe como lição de casa compor a melodia, à sua maneira, escrevendo o nome de cada nota musical em uma folha de papel. E não é que o danadinho conseguiu quase 100% !? Desde então, foi se superando até completar o 10º Volume, em 2006, com o professor Fabio dos Santos.

Na escola nunca nos deu problemas, pois sabia que era prioridade máxima. E como o Método enfatiza a concentração e a memorização ele ocupava o seu tempo levando essas ideias para a sala de aula. No 3º colegial até me preocupei um pouco, pois não o via se “matando” de estudar. Também foi o ano em que mais saiu para tocar, inclusive, fazer turnês nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Enfim, hora da decisão. Rômulo escolheu prestar vestibular de Música, instrumento Violino, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ser aluno do, hoje, Catedrático Dr. Fredi Gerling e, se não passasse, iria tentar novamente no próximo ano. Demos força, pois ele tinha convicção de que era aquilo o que queria.

No Festival de Música de Santa Catarina de 2011 (FEMUSC) ele foi agraciado com uma bolsa de estudos pela Duquesne University (Pennsylvania) para cursar o Mestrado sob orientação do Prof. Mr. Charles Stegman. Em fevereiro de 2014, seu sonho de quase 10 anos realizou-se. Ele foi selecionado como bolsista pela Roosevelt University em Music Performance no Chicago College of Performing Arts, orientado pela Prof. Mrs. Yuan-Qing Yu. Nessas duas universidades participou de “competições” entre os alunos de música com êxito.

O nosso envolvimento com a família Suzuki de Campinas contribuiu para o desenvolvimento do Rômulo em todos os sentidos. Assim como sua paixão e dedicação pela música foram determinantes para o seu sucesso. E se em 2006 ele optasse por outro caminho profissional, também estaria preparado emocional e intelectualmente para ser bem-sucedido.

Eu também tive ganhos com o Método Suzuki. Além de estar sempre presente nas atividades, em 2005 assumi a coordenação do 3º Retiro de Primavera Suzuki onde permaneci por mais 7 anos. Época inesquecível no convívio com alunos, professores e pais de alunos. Aprendi muito com todos, fiz boas amizades e me desenvolvi como ser humano, capaz de respeitar melhor, inclusive, os meus próprios limites.

Celi Beltrão Sprung, mãe do ex-aluno Rômulo Beltrão Sprung (violino)